Marcado: leleolele

Boas férias!

Os azuis são divertidos.
Devolveram os 4×1 do Gre-Nal da final do Gauchão e tentaram por A+B provar que “Gre-Nal de Brasileirão vale mais”.

Não amigos, não vale.

Pois vencer por 4×1 no Brasileirão lhes garantiu O MESMO que nós já tínhamos desde 13 de Abril, quando vencemos pelos MESMOS 4×1.

Uma VAGA NO GAUCHÃO.

E ainda ousaram elevar Alan Ruiz (o maior Argentino a vestir a camisa do Grêmio, depois do ídolo Maxi López) ao mesmo patamar de Andrés D’alessandro.

Só porque ele fez dois gols num Gre-Nal.
Como se fazer dois gols num único clássico fosse suficiente pra elevar alguém a algum lugar.
Se bem que, isso já havia sido feito com Junior Viçosa, portanto não é novidade…

Fazer HISTÓRIA num clube do tamanho de Inter e de Grêmio, camarada, é MUITO MAIS do que isso.

Tem que tomar MUITO Nescau ainda na vida.

Aliás, fica a dica:

+ Nescau
– Instagram

Boas férias.

@leleolele

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A volta de Felipão

Felipão não é bobo.
Após protagonizar o maior fiasco da história do futebol brasileiro, sabe exatamente o ÚNICO lugar que ainda seria recebido nos braços da galera.
A direção do Grêmio, que também não é boba, faz o que boa parte da torcida queria.
A mesma torcida que gritou “fica Luxemburgo”.
A convicção já foi pro espaço.
Bancar mais um treinador que não tenha o aval da torcida é um suicídio eleitoral.
E a eleição é ali em Setembro…

Nós, torcedores, somos passionais e queremos apenas que nosso time vença.
O resto que se exploda.
E essa paixão nos cega e nos faz “esquecer” o que nos desagrada.
Gremistas que crucificaram Felipão após os 7×1, passam a “esquecer” o que aconteceu naquele dia.
A partir de agora, o Felipão é apenas “aquele dos anos 90”.

Com sinceridade, se isso estivesse acontecendo comigo, eu agiria da mesma forma.
Quando existe uma relação de amor entre as partes (caso específico de Grêmio e Felipão), a gente sempre releva as coisas ruins e se abraça somente no que é bom.
Principalmente se um dia já fomos felizes.
Porque a gente quer que dê certo.
De novo.

O futebol é o esporte mais improvável que existe.
Por isso fica difícil qualquer previsão.
A última passagem de Felipão por um clube no Brasil, foi em 2012, no Palmeiras.
No mesmo ano, o clube foi Campeão da Copa do Brasil e rebaixado no Brasileirão.
Complicado né?

Como Colorado, óbvio que quero mais é que seja o Felipão dos 7×1.
Mas também não posso criticar o Gremista que se empolga com “a mágica volta dos anos 90”.
Torcedor é paixão.
E os verdadeiros apaixonados, sempre se permitem tentar de novo.

@leleolele

Dá a braçadeira pra ele, Felipão!

Nesse misto de alegria pela classificação e tristeza pela perda de Neymar para o resto da Copa, temos uma certeza: David Luiz é “O” cara!
É incrível como ele transmite algo positivo, seja em qual situação for.
Confesso que, antes da Copa, eu estava meio “pessimista” com relação a ele.
Era tanto comercial na tv que ele aparecia que eu já tava naquelas de “ih, esse cara tá enchendo os bolsos e não vai jogar nada”.
Muito provavelmente esse meu sentimento vinha da onda negativa que assolou o país com o “não vai ter Copa” e que tudo seria um caos.
Mais um engano pra lista.
A cada jogo que acontece, o “não vai ter Copa” fica mais e mais distante da gente.
Assim como, a cada jogo, David Luiz cresce.
Seja na garra e na segurança que transmite, ou na frieza e na determinação que joga futebol.
Na tensão dos pênaltis contra o Chile, estava lá apoiando e incentivando todos os companheiros, enquanto seu parceiro de zaga (e capitão do time) orava sozinho, de olhos fechados.
David grita.
David orienta.
David lidera.
David faz a gente sentir vontade de TORCER pela Seleção.

Ontem, no momento em que o jogo começava a “encrespar”, ele pede pra bater uma falta.
Era longe.
De uma distância que não basta apenas “colocar” a bola fora do alcance do goleiro.
Precisava, também, de força.
E, obviamente, de direção.
Ele se posicionou quase reto pra bola, contrariando tudo que se aprende nas escolinhas e categorias de base (quem já frequentou uma das duas, sabe que qualquer treinador JAMAIS orienta que você se posicione reto pra bater na bola e sim, num ângulo médio de 45 graus).
Não tomou muita distância.
Bateu “de chapa” na bola.
Ela viaja quase que “parada”.
Sim, parada.
Repare na “Super Câmera Lenta”, a bola quase não gira.
Ganha a altura suficiente e, de repente, começa a baixar.
Nesse exato momento eu já gritei “QUE GOLAÇO!”.
Ela baixa o suficiente pra entrar no ângulo e estufar a rede.
O goleiro Colombiano pulou bem.
Foi alto.
Mas não deu.
Quem, assim como eu, tem na casa dos 41 anos, e acompanhou o futebol das décadas de 80 e 90, certamente lembrou das faltas batidas por Marcelinho Carioca e Neto.
Esses dois fizeram inúmeros gols de falta, bem parecidos.
O truque era sempre o mesmo onde a bola, de repente, começava a descer.
E, quando se bate certo na bola, do jeito que eles batiam e do jeito que o David Luiz bateu ontem, o pulo do goleiro só serve pra deixar a foto mais bonita.
Golaço.

Tão incrível quanto o gol de David, foi sua comemoração.
Saiu correndo com raiva.
Gritando.
Punhos cerrados.
Veias saltadas.
Nada de dancinhas e firulinhas.
Uma corrida frenética na direção da torcida.
Garra.
Vontade de vencer.
Uma comemoração de gol DE VERDADE.
Impossível não lembrar de Falcão comemorando seu gol contra a Itália em 82, na derrota do Brasil por 2×3.

David Luiz é “O” cara.
Não bastando toda essa explícita vontade de vencer que contagia a todos nós, ainda mostrou que é um grande ser humano.
Após o apito final, foi abraçar o recém derrotado James Rodriguez, moleque colombiano de apenas 22 anos que encantou o mundo e, pra mim, é a grande surpresa dessa Copa.
Mesmo sendo o grande símbolo da vitória do Brasil, pediu ao estádio que aplaudisse e reverenciasse o garoto colombiano, que sentia naquele momento, os primeiros segundos do amargo gosto da desclassificação.

David Luiz, não é Golias, mas é um GIGANTE.
David Luiz é, sim, o verdadeiro símbolo da nossa nação.
Ali a gente vê a garra, a vontade de vencer.
A seriedade.
Mas vê também o bom coração, a preocupação com o próximo.
A solidariedade.
Identifica a liderança e a concentração do aluno mais aplicado da turma.
Mas também simpatiza com o cabelo esquisito e despenteado, típico da turminha “do fundo” da aula.

David Luiz é o Brasil.
É o Brasil que quer levantar essa taça.
E, tenho certeza, o Brasil inteiro quer QUE ELE levante essa taça!
Thiago Silva (que hoje teve atuação estupenda) é o atual capitão.
Mas está fora do próximo jogo pelo segundo cartão amarelo.
E já demonstrou que precisa adquirir mais “estrada” pra ser o grande líder em campo.
Felipão terá que entregar a braçadeira de capitão pra alguém.
E esse alguém tem que ser David Luiz.
Eu quero, você quer, todo mundo que torce pela Seleção quer ver David Luiz de capitão.
Ele já é, ao natural, o grande líder deste grupo.
David Luiz é O CARA!
Dá a braçadeira pra ele, Felipão!!!!

@leleolele

PS: montagem abaixo inserida no post, cortesia do meu irmão Luciano Potter.

Falcao David Luiz

O Sonho Acabou

O sonho acabou
Foram 15 dias de absoluto devaneio.
Nada parecido com o que estamos acostumados.
Ir a um jogo de futebol com os amigos, a pé, sem medo de ser assaltado ou de ser cercado e agredido por um bando de marginais “organizados” que usam uma camisa de cor diferente da minha.
Ir na direção do estádio, caminhando lado a lado, Colorados e Gremistas.
Franceses e Hondurenhos.
Australianos e Holandeses.
Coreanos e Argelinos.
Argentinos e Nigerianos.
E lá vieram os Argelinos de novo, para repetirem o mesmo trajeto, desta vez ao lado dos Alemães.
Misturados a eles, Colombianos, Chilenos, Uruguaios, Mexicanos, Israelenses, Venezuelanos, entre dezenas de outros nativos dos mais diversos e distantes lugares.
Tudo numa relax.
Numa tranquila.
Numa boa.

Cinco jogos inesquecíveis.
Três Campeãs do Mundo.
Uns “laranjas” que ainda só não são campeões do mundo por causa dos caprichos do futebol.
Se bobear, serão daqui duas semanas…
Uma desconhecida seleção da terra onde os “gandulas” escondem as bolas de futebol nas bolsas de suas barrigas.
E que nos presenteou com uma garra impressionante e com um dos gols mais lindos que já vimos por aqui.
Lotamos um estádio para ver Coreia x Argelia.
Sim, lotamos, apenas para poder prestigiar duas equipes que vieram de tão longe jogar aqui e acabamos vendo um dos melhores jogos da Copa, com seis gols.
Nos apegamos tanto aos Argelinos, que alguns dias depois eles voltaram pra tentar fazer história frente a poderosíssima Alemanha e tiveram amplo apoio de nossa (novamente) lotada arquibancada.
Aplaudimos os Hondurenhos que, mesmo com sua quase inexistente experiência em Copas, enquanto tiveram a igualdade numérica, seguraram a favoritíssima França do craque Benzema.
Vimos o estádio quase inteiro tomado por Argentinos, que transformaram nossa cidade num bairro de Buenos Aires.
40.000 dentro.
60.000 do lado de fora.
Vimos Messi comemorar seu aniversário junto com seus 100.000 irmãos e nos presentear com dois golaços.
E suar pra vencer os incansáveis Nigerianos.
Vimos Van Persie, Robben, Sneijder, Ozil, Lahm, Muller, Aguero.
Descobrimos Cahill e Musa.
Sonhamos futebol.
Bebi UM MONTE de cerveja DENTRO do estádio.
E não briguei com ninguém.
Levei PILHAS de copos pra casa, como se fossem troféus.
Guardei os ingressos, cuidadosamente, como medalhas.
Cantei musiquinha de torcida pro Fuleco.
Sim!
FU-FU-FU
LE-LE-LE
CO-CO-CO
FU-LE-CO!
Toquei tambor com Coreano.
Vibrei com os dois gols da Nigéria contra a Argentina.
Vestido COM A CAMISA DA ARGENTINA.
Ajudei Australiano a achar seu portão de entrada.
Vi Argelinos ajoelhados no concreto sagrado do Beira-Rio cumprindo seu rito religioso em pleno intervalo de jogo.
Vi a Borges de Medeiros ser pintada de laranja.
Vi a banda da Brigada tocando “Aquarela do Brasil” acompanhada da banda da torcida Holandesa.
Fiz a “ola”, incontáveis vezes.
Aliás, vi amigos meus dando início a várias “olas”.
Isso, depois de 10, 15, 20 tentativas.
Fui pro Anfiteatro depois do jogo, ver outro jogo no telão.
E conhecer mais gente que veio de muito longe só por causa de uma partida de futebol.
Tudo aqui.

Sim, foi um sonho.
Que acabou.
Acabou porque agora eu não vou mais poder ir ao estádio com meus amigos Gremistas, caminhando lado a lado.
Acabou porque eu não vou nem me sentir seguro em caminhar nas redondezas do estádio em dias de jogo.
Acabou porque os Argentinos, quando voltarem, não chegarão mais lado a lado com a gente e nem pararão pra ver a banda da brigada tocar.
No lugar dos instrumentos, a brigada vai ter que usar armas para ESCOLTÁ-LOS.
Não vou mais poder tomar a minha cerveja porque, segundo as autoridades, a cerveja vendida DENTRO do estádio gera violência.
A que é vendida DO OUTRO LADO DA RUA do estádio, não.
Não vou mais poder ver os replays dos lances no telão, porque a entidade que manda no futebol do meu país acha “ruim” pro jogo, ceder a quem PAGA pra entrar no estádio a chance de poder rever um lance bonito, feio, claro ou duvidoso.
Acabou tudo.
A Copa segue, ainda restam 10 jogos.
Mas pra nós aqui da aldeia, agora só como a gente tá “pra lá de acostumado” a ver: pela TV.
O sonho acabou.
Mas eu VIVI ele.
Se por acaso eu lhe vi no meu sonho, sorria, porque sonhamos juntos.
Se não nos vimos, eu tenho certeza que você teve o mesmo sonho que eu.
E quando muitas pessoas tem o mesmo sonho, é porque ele realmente tem algo de MUITO especial.

Veríssimo já pediu uma vez: “por favor, não me acordem”.
Era tudo o que eu queria…

@leleolele

Este ser estranho chamado “punição”

Sou um grande fã do futebol de Luis Suarez.
E esta Copa do Mundo só fazia aumentar minha admiração.
30 dias antes do início do Mundial, “Luisito” aparecia numa cadeira de rodas, após uma pequena cirurgia no joelho.
Sem condição de jogo, mas inscrito, viu sua seleção ser humilhada pela (até então) surpreendente Costa Rica num 3×1 que impressionou o mundo, positiva e negativamente.
Incrivelmente recuperado da cirurgia, entrou em campo no jogo seguinte e, com dois golaços, “ressuscitou” a Celeste Olímpica justamente contra a Inglaterra.
A mesma Inglaterra que viu ele fazer SESSENTA GOLS na ultimas duas temporadas da Premier League.
Mas eis que, no jogo seguinte, ao mesmo tempo que ajudava seus companheiros a vencerem mais uma batalha e mandar pra casa a Tetra Campeã do Mundo Itália, “Luisito” bota tudo a perder…

O que ele fez, pela TERCEIRA VEZ, só me permite definir sua PUNIÇÃO em uma única palavra: justa.
Sim, justa.
Pra nós que estamos acostumadíssimos a conviver com a IMPUNIDADE, nas mais diversas esferas, a PUNIÇÃO realmente surpreende.
Impressiona.
Assusta.
É uma palavra que chega a soar até meio “estranha”, né!?
Punição.
Com “gente famosa” então, credo…
“Nossa, nove jogos + quatro meses + multa; que exagero”.
“Coitadinho, assim ele tá fora da Copa”.
Pois é amigos, bem vindos ao mundo mágico da PUNIÇÃO.
Lhe parece estranho?
Pois pra mim também.
Quando eu disse ali em cima “estamos acostumadíssimo a conviver com a impunidade”, estou incluído também, viu!?
Mas a conta é bem simples, faça comigo.
Pra alguém que MORDE um adversário em campo uma pena de três jogos me parece aceitável.
(Repetindo: o cara MORDEU o seu adversário!)
Uma rápida pesquisa no histórico de Suarez e ali aparecem mais DOIS casos de MORDIDAS em outros adversários, em outros jogos, bem longe da Copa do Mundo.
Pegue esta pena “proposta” de 3 jogos e some a elas a DUPLA reincidência do rapaz.
Uma mordida = 3 jogos.
É a TERCEIRA vez que ele morde alguém?
Então multiplica por 3.
3 x 3 = 9.
9 jogos.
O que tem de errado nisso?
Nada.
O que tem de CERTO uma pessoa MORDER OUTRA numa competição esportiva?
Nada.

Estamos falando de futebol, um esporte de contato, de contato de imposição física.
Para ter FORÇA, o atleta treina.
Para desenvolver habilidade, o atleta treina.
Para desenvolver coletividade, os atletas treinam juntos.
Em nenhuma dessas etapas ele é ensinado a morder.
“Ah, mas e as cotoveladas, cabeçadas, pontapés e etc que vemos todos os dias no futebol?”
Se elas fazem parte da disputa de um esporte de CONTATO FÍSICO, mas forem utilizadas de forma imprudente ou “na maldade”, os árbitros e os tribunais condenam na hora ou depois.
Mas uma MORDIDA não é comparável a NENHUM dos lances citados.
Ela não é um “lance de jogo”.
É única e exclusivamente PREMEDITADA.
E não estou falando de uma mordida.
Nem de duas.
É a terceira.
E esta, no maior evento esportivo do mundo, assistido por BILHÕES de pessoas.
Não há como “passar a mão na cabeça”, me desculpem.
E, repito, aqui fala um cara que é fã do futebol do punido.
Que tem como sua “segunda pátria”, o Uruguai.
Que tem bandeira do Uruguai em casa.
Que torce, vibra e se emociona com eles no futebol.
Que ama este país.
Mas que, dessa vez, entende e concorda com a punição.
E, se seus companheiros de seleção celeste acharam tão “injusta” a punição, que transformem isso em combustível para seguirem perseguindo o título.
A Colômbia e a França estão aí fazendo ótimas campanhas sem suas principais estrelas.

Há exageros da FIFA?
Sim, muitos.
Retirar credencial, mandar embora, proibir o cara de frequentar estádios, aí já acho demais.
Até acho que essa parte da punição deverá ser revista.
Mas pra um cara que está cometendo o MESMO ERRO pela TERCEIRA VEZ, não consigo encontrar nada que me mostre alguma “injustiça” nisso.
E não vou entrar aqui no mérito de outros problemas existentes na carreira de Suarez, como processo por racismo, por exemplo.
Estamos só falando das (acreditem) mordidas.
Que a punição sirva de exemplo definitivo e que ele procure ajuda.
Já deve ter alguns milhões de dólares (merecidíssimos, por sinal) em sua(s) conta(s) bancária(s).
Que invista uma parte disso num tratamento psicológico.
E que volte a brilhar nos campos.
Que coma a grama.
Que morda a bola.
Mas que não tente mais tirar pedaços de ninguém.

@leleolele

Brasil, mostra tua cara…

Sabem porque os brasileiros mandaram a Presidenta tomar cajú ontem?
Porque nós precisamos, nós temos que mostrar pro mundo, exatamente o que nós somos: um bando de mal educados.
Talvez não haja oportunidade melhor.
Nunca os olhos do mundo estiveram tão focados em nós.
Nunca.

(se você acha que eu tô aqui pra defender ela como política, ou o partido dela, sugiro que economize seu tempo e pare de ler agora)

Muita gente se indignou com a falta de respeito, mas todos nós sabemos que nosso povo é isso aí mesmo.
NINGUÉM respeita NINGUÉM.
É cada um por si e o resto que se exploda.
Não existe nesse país um pensamento coletivo, onde as pessoas pensem que as atitudes delas, podem ajudar o próximo; ajudar o “todo”.
Quando existem, são exceções.

Não basta vaiar a Presidenta (o que por si só, já é uma tremenda e DIRETÍSSIMA crítica a ela), que não ousou chegar perto do microfone na cerimônia, mostrando claramente que já tem plena consciência de seu status atual de popularidade.
Brasileiro tem que xingar.
Falar palavrão de boca cheia.
Estufar o peito.
Pro mundo inteiro ver.

Imagino os repórteres dos mais diversos países perguntando uns aos outros, o que estaria o estádio inteiro gritando.
E suas respectivas expressões de espanto ao entenderem que aquilo era um curto e grosso FUCK YOU!

Já ficou bem claro, logo no primeiro jogo, como é o nosso povo.
Somos isso aí mesmo, não adianta.
Pelo menos agora os gringos não vão mais se impressionar ao verem que aqui é normal se cruzar o sinal vermelho.
Que aqui se fura fila.
Que aqui se estaciona em vaga de idoso.
Que aqui se tranca cruzamento.
Que aqui se atende celular no cinema e no teatro.
Que aqui não se cumprem horários.
Que aqui se leva o carrinho de supermercado até o carro e ali ele fica.
Que aqui não se recolhe o cocô do cachorro porque ela “aduba” o canteiro da rua.
Que aqui, pra se comemorar algo, tu tem que mandar um “CHUPA” pro teu oponente.
Que aqui ______________________________ (insira aqui seu exemplo).

A “gringaida” já sacou qualé.

Não bastando ser mal educados, somos mal preparados.
Somos desorganizados.
Não sabemos aproveitar as oportunidades pra fazer um país melhor.
Tivemos SETE ANOS pra nos prepararmos para receber o MAIOR EVENTO ESPORTIVO DO MUNDO.
Pras coisas ficarem “prontas” (daquele jeito) um mês, semanas, dias antes…
Exatamente como a gente faz na nossa vida, quando deixamos pra comprar os presentes de Natal no dia 23, pra atualizar o título de eleitor na véspera do prazo final…

Somos isso aí, gente!!!!

E ainda somos metidos a espertos.
“Pra que fazer um evento “legal” pro MUNDO ver, se eu posso aproveitar esta oportunidade e ROUBAR um monte, né!?”
Acha que eu tô falando só dos governantes e demais envolvidos nas obras superfaturadas?
Negativo, camarada.
Tô falando, também, do cara que cobra 10 dólares uma caipirinha que antes custava 5.
Do taxista que fica dando “migué” nos passageiros gringos aumentando em 200% o percurso a ser feito.
De TODO MUNDO que deu uma “superfaturadinha” nos preços de seu produto/serviço, pra “aproveitar a oportunidade”.

É isso aí mesmo.
Com míseras 48hs de Copa do Mundo, o Brasil vai mostrando sua cara.
Nunca mais teremos outra oportunidade como essa.
Nunca.
E não estamos decepcionando.

Parabéns brasileiros.
O mundo inteiro já está sabendo exatamente quem somos.

@leleolele